Itália
Santa Felicidade, o galeto no fogo de chão e a massa aberta na mesa de domingo. A base da nossa seção de massas.
Sobre a casa
Curitiba foi construída por quem chegou de longe. Entre 1870 e 1930, italianos, poloneses, ucranianos e alemães desembarcaram no Paraná e subiram a serra atrás de terra barata e clima parecido com o de casa. Encontraram o frio, a araucária e o pinhão — e ficaram.
O Bairro Alto guarda essa mistura sem cerimônia: é bairro de casa com quintal, de feira na quarta-feira, de vizinho que planta couve na calçada. Foi por isso que escolhemos esta esquina. Queríamos uma cozinha de alta gastronomia que não precisasse de centro, de vitrine, de sobrenome francês.
Nossa carta muda com a estação e com o que o produtor tem para entregar. O pinhão vem da Lapa entre abril e julho. A truta desce de Morretes. O queijo colonial é de Witmarsum, o vinho bordô do interior. O barreado cozinha dezoito horas em panela de barro porque não existe outro jeito de fazer barreado.
Se você veio pelo prato, fique pela mesa. É ela que a gente estava tentando reconstruir desde o começo.
Quatro mesas, uma só carta
Santa Felicidade, o galeto no fogo de chão e a massa aberta na mesa de domingo. A base da nossa seção de massas.
O pierogi, o żurek fermentado por sete dias e a mão pesada na manteiga. A herança da família da chef.
Beterraba, endro e creme azedo. O borsch que entra na carta em abril e só sai quando o frio vai embora.
Defumados, conservas, chucrute e cuca. A despensa que ensinou Curitiba a atravessar o inverno.
Na cozinha
Neta de poloneses de Araucária, Helena aprendeu a fazer pierogi antes de aprender a ler. Passou dez anos em cozinhas de São Paulo e Lisboa antes de voltar para Curitiba com uma ideia simples e teimosa: a comida da sua infância merecia a mesma técnica que ela tinha aprendido a aplicar em ingrediente importado. O Comida Bairro Alto é a resposta.